25/11/2013

DIÁRIO DO NORDESTE: Saiba como aproveitar as oportunidades da Black Friday

São Paulo Já passou a fazer parte do calendário o dia de promoções no comércio, em que as grandes redes varejistas e lojas em geral oferecem suas mercadorias supostamente com descontos generosos. Trata-se da Black Friday, que será realizada na sexta-feira, dia 29 de novembro. O modelo de vendas, tradicional e trazido dos Estados Unidos, será promovido pelo quarto ano no mercado brasileiro.

A dica durante a data é gastar de acordo com as possibilidades financeiras, evitando comprometer o orçamento, inclusive o 13º salário FOTO: SILVANA TARELHO

Por aqui, a Black Friday ainda não conquistou a confiança do consumidor, por uma simples e forte razão: os descontos não convenceram e, no ano passado, muitas lojas aumentaram preços de mercadorias dias antes da promoção para depois oferecer falsos descontos ao consumidor.

Se levado a sério, o esquema seria vantajoso para os dois lados. O comerciante poderia desovar seus produtos e renovar seus estoques para o Natal, enquanto o consumidor poderia antecipar suas compras com uma redução interessante nos preços das mercadorias.

Atenção redobrada

Como o modelo de vendas ainda não pegou como um evento de promoções pra valer, quem quiser comprar na sexta-feira e aproveitar descontos precisa redobrar a atenção. O primeiro cuidado é elaborar uma lista dos produtos a ser comprados. Itens que já foram definidos como necessários em seus planos de festas de fim de ano para presentear familiares e amigos.

Em seguida, é preciso sondar os preços desses itens antes do dia 29 para conferir depois se as ofertas são reais ou não. Tenha paciência para comparar as condições de compra. Na dúvida, não compre. E não se deixe levar pela empolgação, gaste de acordo com suas possibilidades financeiras.

Para passar essa temporada de convite ao maior consumo e não entrar no vermelho, planeje suas despesas. Não comprometa todo o orçamento com presentes e comemorações.

Procure poupar parte do 13º salário. Mais importante ainda é não assumir dívidas, não se pendurar em financiamento nem entrar no limite do cheque especial para fazer essas compras.

Comércio eletrônico

A mais nova data sazonal no calendário dos e-consumidores brasileiros se aproxima, com boas expectativas para o comércio eletrônico.

Segundo a E-bit, empresa especializada em informações do setor, a Black Friday, no próximo dia 29 de novembro, deve movimentar R$ 390 milhões para o varejo digital, o que representa um crescimento nominal de 60% em relação ao ano anterior, quando o evento foi responsável por um faturamento de R$ 243,8 milhões.

A ação, tradicional nos Estados Unidos, se consolidou no Brasil em 2012. Na edição 2013, a previsão é de que um milhão de pedidos sejam feitos via internet e o tíquete médio das compras fique em R$ 390.

As categorias de maior valor agregado, como informática, eletrônicos e eletrodomésticos, devem ser as mais vendidas, em virtude dos descontos, que podem chegar a até 70%. Moda & acessórios" e telefonia/celulares também deverão entrar no top five das mais procuradas.

Bons negócios

De acordo com Pedro Guasti, diretor geral da E-bit, o momento é propício para os consumidores fecharem bons negócios. O setor vem se preparando para esse dia, reforçando suas operações e negociando boas condições com os fabricantes. No entanto, é necessário atenção.

"O e-consumidor já está mais amadurecido em relação à Black Friday, mas vale ressaltar que, em qualquer ocasião, é preciso sempre ter cautela ao realizar uma compra online. Verificar se a loja é idônea e estar ciente das condições de compra e entrega. Dessa forma, o consumidor vai poder aproveitar as ofertas, com tranquilidade e segurança", conclui Pedro Guasti.

Consumidor pode desistir da compra

Com a realização da Black Friday, as vendas online devem crescer significativamente em relação a 2012. A estimativa do portal Busca Descontos, organizador do evento no Brasil, é que haja uma expansão de 50%. No entanto, compras pela internet podem ser sinônimo de demora na entrega e até insatisfação com o produto, já que o mesmo não pode ser analisado de perto pelo consumidor.

Em vigor desde março deste ano, as novas regras de comércio eletrônico garantem segurança aos compradores, entre elas o direito do arrependimento. O especialista em Código Civil e presidente da Comissão de Direito do Consumidor do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Antônio Laert, defende que mesmo pouco conhecida, a regra, que consiste no direito de trocar a mercadoria em caso de insatisfação com o produto, deve ser mais exercida pelo cidadão.

"O artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) lembra que, em compras não presenciais, o consumidor tem direito de desistir do contrato, sem nenhum ônus, no prazo de até sete dias a contar da sua assinatura ou do recebimento do produto ou serviço. Às vezes, a pessoa não se satisfaz com o bem e pode trocá-lo no prazo", alerta.

Com o novo CDC para comércio eletrônico, fica mais clara a obrigação dos sites em fornecerem informações como endereço físico, despesas adicionais claras, quantidade de produtos quando for relacionado à compras coletivas, visualização imediata e fácil do contrato de adesão, o CNPJ, dentre outras especificações que facilitarão a compra e eventual devolução. Apesar da obrigatoriedade da lei, devolver determinados itens pode ser garantia de dor de cabeça.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1341868

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