13/11/2013

OLHAR DIGITAL: Brasileiro pode confiar na Black Friday, afirma organizador

A Black Friday saiu de 2012 com a imagem arranhada: preços foram inflados, consumidores ficaram desconfiados e o Procon cobrou explicações das gigantes varejistas. Para o homem por trás do evento, isso tudo é passado. "O consumidor não é burro, se vendemos tudo aquilo que vendemos é porque foram encontrados bons preços", garante Pedro Eugenio, CEO do Busca Descontos, empresa que organiza a coisa por aqui.

Em entrevista ao Olhar Digital, Eugenio reconheceu que em 2012 algumas lojas podem ter maquiado seus preços. Mas, falando sempre em "uma minoria", ele afirmou que os problemas não chegaram a representar 1% das operações - houve menos de 40 reclamações ao Procon em meio aos mais de 500 mil pedidos. "Não podemos deixar a Black Friday morrer por causa de uns poucos", declarou.

Só que os consumidores não perdoaram - tanto que deram ao evento o nome alternativo "Black Fraude" e o slogan "tudo pela metade do dobro". Então o Busca Descontos foi buscar inspiração no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) para proteger a Black Friday - porque, afinal, Eugenio é publicitário.

Neste ano o evento conta com um código avalizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico que tem de ser seguido por todas as lojas envolvidas; também foi fechada parceria com o Instituto Sieve (especializado em precificação no comércio eletrônico) e com o ReclameAqui, que terá um canal exclusivo para denúncias sobre a Black Friday.

O Busca Descontos espera que as cerca de 120 lojas participantes elevem a receita da Black Friday em mais de 50%, chegando aos R$ 340 milhões neste ano em comparação com R$ 217 milhões de 2012. Já a E-bit é mais otimista, acreditando que se alcance R$ 390 milhões, o que seria uma alta de 60% - na conta deles foi alcançado R$ 243, 8 milhões.

"No ano passado [a Black Friday] foi a data que mais vendeu na história do e-commerce nacional, e hoje já é a grande responsável por antecipar as compras de Natal - antes elas começavam de duas a três semanas antes, mas agora começam em novembro."

Segundo o executivo, em 2012 muitos clientes se equivocaram quanto à natureza do evento e esperavam ver todos os produtos com preços diferentes. "Não é 100% do catálogo [que tem desconto]", esclareceu. Para não passar por enganos o ideal é procurar por hotsites ou selos que identifiquem claramente a participação de um produto na Black Friday. Isso e conferir o site oficial, também.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/38762/38762

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